As vezes a gente fala com a lua, pede as estrelas, mas eh so mais uma forma nossa de se sentir mais perto de Deus. Perto o suficiente pra fazer pedidos silenciosos…
As vezes a gente fala com a lua, pede as estrelas, mas eh so mais uma forma nossa de se sentir mais perto de Deus. Perto o suficiente pra fazer pedidos silenciosos…
“Eu to ficando louca, mas isso me faz bem…”
E se o meu remédio for também o que me mata? Sabe, é complicado… Quem tá por fora só vê o lado ruim da coisa, só vê o teu sofrimento. Ninguém para pra reparar no sorriso, e na alegria que te dá, só quando você cai, quando nós caímos é que eles vêem…
Será que ninguém viu quando a gente saia de mãos dadas, sorrindo pro universo ver? Será que ninguém viu quando a gente ficava quietinho, abraçadinhos, sem falar nada, por que nessas horas não tem nada que possa ser dito que vá expressar o que a gente sente.
E quando a gente brigava por besteira, fechava a cara dois segundos pra não aguentar mais? A gente nunca conseguiu ficar muito tempo sem se falar, nem que fosse oi… Nem quando a gente acabou e eu pensei que fosse pra sempre… Quanto tempo durou?
Só sei que ninguém sabe o que eu senti, muito menos o que você sentiu. Ninguém sabe como a gente ficava toda vez que conversava, toda vez que ia pra acabar tudo. Ninguém sabe como eu era com você e como você era comigo, na real, ali, quando era só a gente e ninguém mais.
E esquecer vai ser impossível vai tá sempre batendo aqui, vai ta sempre doendo aqui. Mas o tempo ta ai, a distancia também, e eu vou esperando, pra ver o que Deus reserva pra gente. Sinto sua falta…

Quando você diz para os outros que nunca realmente gostou de alguém antes, você sempre vai ouvir um: “Nossa! Como assim? Não tem como você nunca ter não gostado de alguém!”. E quando se trata de uma sociedade de corações partidos, de relacionamentos instantâneos, e musicas sobre términos… Você se sente muito orgulhoso de si mesmo, por ter entrado e saído de algumas vidas e ter saído ileso.
Eu nunca fui do tipo de pessoa confiante, por que uma vez que a confiança me abraca, eu me torno exatamente tipo de pessoa que eu odeio, então as vezes me sinto mais confortável com minhas duvidas e incertezas, mas de alguma forma eu me sentia muito confiante sobre relacionamentos, por que afinal eu nunca tinha gostado de alguém e eu sentia que sabia o que estava fazendo. Era como um corte de papel, raso e simples, mal dava pra ver. Ninguém me prendia fisicamente, nem emocionalmente, eu podia sentar e apenas olhar os outros bobos que por qualquer par de olhos bonitos e sorrisos quentes se prendiam com sentimentos que nem estavam ali de verdade.
E de repente eu estava ali, presa nos sorrisos, no jeito de falar, que eu tenho certeza que não era algo particular para mim, nos olhos, nos cabelos… Eu me prendi na vontade de ter aquilo todos os dias, na vontade de poder olhar e dizer que tudo aquilo era pra mim, que era meu.
Os dias passaram como horas, como nunca antes eu havia visto passarem. Meus pensamentos eram vagos, e as palavras tentavam misturar um pouco de você em casa assunto. E todo mundo dizia que eu estava amando, mas com todo o fervor eu negava, dizendo que era só a empolgação, que eramos amigos também… Verdade seja dita, eu não estava amando, mas depois de meses sem conseguir parar de pensar em você seja la por que motivos, eu realmente entendi que eu estava gostando. Pela primeira vez eu estava gostando de alguém.
Eu me tenho mais de você do que eu realmente gostaria de ter, mas aos poucos eu sinto que vai sumindo… Mas por fim posso responder que sim, que já gostei de alguém mas não vou precisar me sentir mal, por que apesar de pensar todos os dias em motivos por não ter dado certo, não há coração partido… Só um relacionamento instantâneo, que eu vou lembrar com carinho.
Hoje eu parei pra perceber como tudo me lembra de você. Passei no hall do meu prédio e olhei pro sofá e ainda podia te ver sentado de patins, dando aquela risada gostosa e dizendo que eu demorava demais pra descer. Arrumei minha mala e cada roupa lembrava um momento diferente, que parecia ter sido ontem, momentos que faziam meu estomago revirar e dar risada sozinha.
Ainda lembro de você parecendo uma criança de cabelo cacheadinho, malhando feito gente grande. Você passava por mim como se eu nem tivesse ali, mas de alguma forma a gente acabou ficando junto, por um tempo que eu queria que tivesse durado. Pelo menos mais do que realmente durou. Mas se pelo menos tivesse acabado por um motivo que eu entendesse…

Eu queria que os beijos durassem, que os risos continuassem altos, que os carinhos não tivessem fim. Queria seus olhos no meu durante minutos intermináveis enquanto a gente tentava decifrar nossas mentes, nossos desejos. Queria as conversas bobas, as mensagens que pareciam nunca parar de chegar, e que o frio na barriga nunca acabasse.
Mas “nós” não existe mais. Somos apenas eu aqui, e você… em algum lugar. Eu pensei que ia te odiar, que eu não ia querer nunca mais olhar pra você. Acontece que bastou outro aparecer pra que eu entendesse que minha maior raiva era que eu queria o nós, e nós não continuou… E que por algum tempo, qualquer um que esteja comigo vai me fazer lembrar que ninguém vai me fazer me sentir como eu me sentia com você.